Teor de oxigênio no gás ativo
A proporção de oxigênio no gás ativo determina a molhabilidade e o fluxo da poça de fusão. 1–8 % O₂ melhora a superfície da solda e estabiliza o arco. Excesso de oxigênio oxida elementos de liga, cria inclusões de óxido e torna a solda frágil.
Mecanismo de ação físico-química
O oxigênio é superficialmente ativo: ele reduz a tensão superficial do aço líquido. Com isso, a poça molha melhor e se espalha mais plana. O arco queima mais estável, e a transferência de gotas fica mais fina. Ao mesmo tempo, o oxigênio reage com ferro, Manganêsês e silício, formando óxidos. Esses óxidos flutuam como escória ou ficam como inclusões na microestrutura. O excesso de oxigênio pode reagir com o carbono formando gás CO e causar porosidade.
Relevância metalúrgica e riscos na soldagem
Pouco oxigênio (abaixo de 1 %) leva a molhabilidade ruim, alta formação de respingos e arco instável. Muito oxigênio (acima de 8 %) oxida elementos de liga como Manganêsês e silício. A solda perde tenacidade, fica frágil e tende a poros e trincas a quente. O cordão mostra cores de revenido fortes e os valores de resistência mecânica caem.
Prática de oficina e instruções de ação
Para aços carbono e de baixa liga, teores de oxigênio de 2–5 % na mistura argônio-CO₂ são comuns. Para chapas grossas ou arco spray, o teor pode subir até 8 %. Use consumíveis com agentes desoxidantes suficientes (Mn, Si). Verifique a composição do gás com um fluxômetro e nunca misture você mesmo. Não ultrapasse 8 % O₂, pois isso reduz drasticamente a energia de impacto. Para aços de alta liga como CrNi, o teor máximo de O₂ é 2 % ou usa-se argônio puro com CO₂.