Técnica dos tempos de percurso de difração
O método de tempos de difração mede o tempo que as ondas ultrassônicas levam para difratar nas pontas das trincas. Ele determina com precisão alturas e profundidades de descontinuidades, independentemente da refletividade.
Mecanismo de ação físico-químico
No método do tempo de difração, dois cabeçotes trabalham frente a frente, um emite e um recebe. Nas pontas de uma trinca, o ultrassom não é refletido, mas difratado, e essas ondas difratadas vão até o receptor. Pela diferença de tempo entre o sinal da ponta superior e o da ponta inferior da trinca, o aparelho calcula a profundidade e a altura do defeito. Como o método usa a difração e não o eco, é quase independente da orientação da face do defeito em relação ao feixe sonoro.
Relevância metalúrgica e riscos na soldagem
Exatamente aí está a vantagem sobre o método de eco clássico: uma trinca íngreme e pouco refletora ainda assim é encontrada. Por isso, o método é usado em juntas de alta solicitação e onde é importante avaliar a progressão de trincas. Suas limitações ficam logo abaixo da superfície e na raiz, porque ali os sinais de emissão e de reflexão de fundo encobrem a indicação.
Prática de oficina e instruções de operação
A frequência de teste, o ângulo do cabeçote e a distância são definidos conforme a espessura da parede e o material, sendo comuns alguns mega-hertz. O comprimento de onda não é ajustado; ele resulta da frequência e da velocidade do som: em 5 MHz no aço, fica na faixa de cerca de um milímetro, e não se resolve nada mais fino que isso. Antes do teste, o aparelho é calibrado em um bloco de referência com defeitos conhecidos, e a superfície precisa acoplar de forma uniforme. Só pode avaliar quem é qualificado para isso.