Ensaio de dobramento lateral
O ensaio de dobramento lateral é um corpo de prova destrutivo de uma junta soldada. É retirado transversalmente à solda e dobrado com a seção transversal cortada para fora em 180°. Assim, defeitos internos de fusão, poros ou trincas na borda dobrada ficam imediatamente visíveis.
Mecanismo de ação físico-químico
Ao dobrar, o lado externo do corpo de prova é fortemente esticado. A seção transversal da solda revela todas as irregularidades internas, como falta de fusão, poros e linhas de escória. Esses pontos atuam como entalhes e concentram a tensão de dobra. Assim que a deformação local ultrapassa o alongamento de ruptura do material, o corpo de prova rompe no ponto mais fraco. Assim, verifica-se a deformabilidade de toda a seção da solda.
Relevância metalúrgica e riscos na soldagem
O ensaio de dobra lateral evidencia falta de penetração, falta de fusão nas laterais, poros e inclusões de escória. Estruturas frágeis, como martensita ou grão grosseiro, também falham na dobra antes de atingir o ângulo exigido. Isso indica resfriamento muito rápido da solda (t8/5 abaixo de 5 segundos em aços endurecíveis) ou gestão térmica incorreta. Nesse caso, o corpo de prova rompe não apenas no defeito, mas em todo o material frágil.
Prática de oficina e instruções de ação
Remover o corpo de prova transversalmente à solda, com a solda no centro. Espessura do corpo de prova 10 mm, largura igual à espessura total da solda (máximo 40 mm), comprimento mínimo de 150 mm. Ângulo de dobra 180°. Diâmetro do cutelo de dobra 4 × espessura do corpo de prova para aços com alongamento superior a 20 %, caso contrário 6 × espessura do corpo de prova. Ao fixar, colocar a seção cortada para fora, no lado de tração. Após a dobra, verificar ambas as bordas: qualquer trinca com comprimento acima de 3 mm indica falha.